Thursday, August 26, 2004

ÉTICA, GUERRA, TERRORISMO E CULTURA OCIDENTAL


A ética, termo mais erudito ou filosófico para moral, é no essencial o comportamento recomendado em cada meio para maior utilidade social. Com a globalização da Internet e novas tecnologias a moral, ética ou deontologia local contrasta muitas vezes com o interesse global ou universal.
A ONU pode ser a principal promotora de uma ética e moral de maior utilidade social global de Internet e novas tecnologias, de melhor convivência de todos os povos sem guerras, terrorismo e contínuas lutas que podem terminar no benefício dos mais fortes.
Cada indivíduo tem a sua moral que pode ser mais ou menos concordante com a do meio em que vive, com o passado familiar ou coletivo, mais ou menos conforme ao presente ou orientada para o futuro, mais ou menos concordante com a família, local, nação ou global.
No passado as fronteiras foram quase sempre determinadas por guerras, a sobrevivência individual estava muito dependente da nação e o patriotismo foi considerado um dos valores éticos mais apreciados. Os meios de informação e a dita "cultura" contribuiu para transformar em heróis personagens que encarnavam esses valores. Recordo a minha primeira manifestação política inconsciente: frente à Sé da Guarda no meio de outras crianças tão inconscientes como eu a rezar pela beatificação de D. Nuno Álvares Pereira. Passados mais de 40 anos compreendo as motivações ocultas, inconscientes ou culturais daquela acção político religiosa: a política de Salazar pelo orgulhosamente sós juntou-se à Igreja Católica para ressuscitar um morto cuja ideologia convinha aos seus projectos: orgulho de um povo que tinha vencido Espanha e se considerava forte para enfrentar o mundo e continuar com a colonização.
Aquela minha manifestação política inconsciente faz-me lembrar as de 68 com bandeiras de Stalin e Che Guevara, do G8 de Génova com a sucessiva transformação de um marginal delinquente em herói, dos pacifistas com bandeiras de terroristas e guerrilheiros a queimarem a bandeira dos USA. Os manifestantes pela liberdade com as bandeiras de Stalin não sabiam que foram condenados à morte 17 milhões de pessoas por divergências de opinião. Um número incomparavelmente superior ao nazismo do tempo de Hitler onde os condenados à morte por opinião forma pouco mais de 5.000. Todos se consideram do lado do bem, justo, ético, moral... mas quanta inconsciência semelhante à minha de criança? Que pensarão daqui por 40 anos da ética actual?
As éticas políticas predominantes no após guerra eram comunistas ou capitalistas, dos chamados explorados e exploradores. Com a queda do comunismo e a globalização da informação deixou de ser possível manter as mentiras de parte a parte. Os falidos do comunismo uniram-se aos no-global e terroristas islâmicos ou regionais porque pensam que é justo lutar contra os vencedores, os regimes mais ricos e eficientes. As multinacionais tornam-se um dos principais objectivos. Os slogans de um século atrás só continuam em países mais atrasados. As multinacionais abandonam os regimes mais instáveis e menos seguros. E aqui surge uma diferença actual entre esquerda e direita: os USA lideram os que pensam que é seu dever moral impor democracias onde reinam ditaduras, genocídios e apoio do terrorismo; as esquerdas, sobretudo as da oposição europeia actual , opõem-se à guerra talvez mais para se oporem ao partido de direita no poder e aos USA. Dizem que o terrorismo resulta das guerras e injustiças e os americanos são colonizadores.
Quando Clinton, (esquerda americana), e D´Alema, (esquerda italiana), com poio da maioria "occidental", fizeram a guerra no Kosovo, algumas esquerdas acusaram-nos de assassinos. Esquecem que uma guerra com 10.000 mortos pôs fim a uma guerra que já tinha matado 250.000.
Essa divisão entre pacifistas da esquerda e da direita tem variado ao longo da História: os comunistas italianos aplaudiram as invasões da Hungria e Checoslováquia da parte da ex-URSS. Mas estiveram em primeira linha contra a guerra do Vietname.
Hoje, 2004-08-26, penso que os USA, (1), representam a vanguarda da cultura "ocidental", (2), não só do ponto de vista económico mas também de ética global. Os interesses económicos representam e representaram quase sempre a motivação principal das guerras mas pode ser mais ou menos ética. O petróleo do Iraque no tempo de Saddam serviu para guerras, terrorismo, corrupção, luxo de uns com a miséria de outros. Segundo senti várias vezes na tv de Itália uns 70% do petróleo serviu para esses fins. Não duvido que com os USA servirá melhor os mercados internacionais e reconstrução do Iraque.
Em Itália encontram-se posições extremas na escritora mais famosa e que vende mais livros sobre o assunto: Oriana Fallaci e no fórum www.itlaia.indymedia.org .
Mais, zap, (3):


"JUSTIÇA SEM FRONTEIRAS" :HTTP://XOOMER.VIRGILIO.IT/JIIMM/JSF.HTM
DIÁRIO DE LUTA CONTRA O SPAM: HTTP://XOOMER.VIRGILIO.IT/JIIMM/DL0305.HTM
ONU, GLOBALIZAÇÃO E GOVERNO MUNDIAL
ONU, WEB-GLOBALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO, ÉTICA E JUSTIÇA
CONRA O SPAM
SPAM, ÉTICA GLOBAL E CONSUMISMO
JUSTIÇA SEM FRONTEIRAS  

Nota: Escrevo USA e não EUA porque penso que uma linguagem global prioritária será um dos meios mais necessários e importantes para construirmos uma fraternidade universal futura. Para isso convido todos os povos a usarmos o mesmo termo, de preferência o que já é mais usado, e não traduzirmos palavras novas. Se concorda divulgue esta ideia e se não concorda comente-a. Mais, (zap, >>>, (3), para saber mais sobre o assunto): http://xoomer.virgilio.it/jiimm/wl.htm .
Sugiro o uso de USA em vez de EUA porque:
Tempo é vida e se todo o mundo deixar de traduzir siglas, nomes próprios, novos nomes, etc. economizamos milhões de horas no futuro. Mais:
O mundo globaliza-se e uma língua global pode ser o melhor meio de favorecer uma melhor convivência global.
O uso standard de termos internacionais facilita os programas de pc, uso de Internet, pesquisa, investigação, etc. Na medida em que caminharmos para uma linguagem única estamos a oferecer um presente de eficiência e economia de tempo às gerações futuras.
Cultura "ocidental": originária da Europa Ocidental, talvez possamos colocar o início nos valores proclamados pela Revolução Francesa, exportada primeiro para os USA e para parte do Oriente, especialmente Japão. Caracteriza-se sobretudo pela democracia política e pela liberdade de opinião, de culto e de ideologia. No seu oposto encontra-se o terrorismo islâmico dos que odeiam e lutam contra os "infiéis" por motivos religiosos revivendo as guerras religiosas da Idade Média, regressando ás origens dos profetas guerreiros islâmicos. Com a globalização muitos orientais islâmicos moderados assimilaram a cultura ocidental e muitos ocidentais uniram-se aos terroristas islâmicos contra a civilidade Ocidental. Há fóruns ocidentais a quase 100% contra USA, Israel, falando de Saddam ou Osama Bin Laden quase só para os defenderem e dizerem que são um produto americano. De facto o pragmatismo americano usou-os quando a prioridade política era a luta contra o comunismo.
Sugiro o termo: zap, ou z@p, ou zaping, ou more, ou mmm, ou >>> ou mais para links, bibliografia ou informações para aprofundamento na sequência do assunto tratado. Proponho a constituição de uma comissão internacional, (dependência da ONU ou UNESCO), que trabalhe para a criação de um dicionário ou enciclopédia da linguagem global contribuindo assim para a generalização do termo com mais vantagens. Enquanto não existir nenhuma hierarquia linguística global proponho a colaboração de voluntários para a criação da futura linguagem global e promoção das ideias que cada um considera melhores. Proponho que cada um escreva por ordem de prioridade os termos que considera melhores, a começar pelo mais compreensível ou pelo que em sua opinião deve tornar-se termo universal prioritário. Por exemplo eu hoje escreverei: "Mais, (>>>, zap, mmm)" porque é mais compreensível em português mas pode acontecer que no futuro seja difuso o símbolo >>> ou zap, (avreviatura de zapping), mmm, (primeira letra de more repetida 3 vezes).

1 comment:

PiresPortugal Neo-Machiavelli, Serip said...

Neste meu blog em português aparecem comentários em inglês sem nenhuma relação com o argumento. Todos estes comentários poderiam ser uma fonte de receita para a ONU salvar milhões de crianças a morrer de fome. Bastaria uma J3M=Justiça em 3 Minutos de um TIO=Tribunal Internacional da ONU que aplicasse o princípio mais elementar de justiça: quem causa um danos social deve pagar para as vítimas ou para um fundo da ONU ao serviço dos que mais precisam e das vítimas de injustiças. Este tribunal poderia aplicar multas a quem causa danos. Quem pagasse e se convertesse a comportamentos sociais receberia prémios em promoção. Quem não pagasse poderia receber pressões psicológicas da comunidade online para se converter e evitar danos sociais ou boicote dos principais motores de busca, “MOL=Morte-On-Line” dos piores. A ONU em colaboração com o melhor da comunidade online poderia fazer uma revolução da exclusão dos piores e promoção dos melhores, dos que economizam tempo online e produzem mais benefícios universais ou globais.
Ao rever este post encontrei muitos dos meus links aos meus post em outros blogs que desapareceram sem me avisar. Mas o pior que encontrei foi em vez do meu blog um site que que o meu antivírus considera de phishing. O meu blog desapareceu e em seu lugar aparece agora um site de phishing? Ao lincar o meu blog:
www.dimm.weblog.com.pt aparece: “Site bloqueado!
G Data Internet Security 2014 tem negado o acesso a este site.
Este é um site de phishing conhecido.
Phishing encontrado ao abrir páginas web.
Endereço: http://www.aeiou.pt/
Status: Acesso negado.
Apareceram muitos comentários em inglês de pura publicidade sem nada a ver com o assunto. O pior que encontrei não te a vergonha de se considerar ético: “... a nossa ética de trabalho - nós fazemos os nossos membros o número um, garantindo seus interesses são a nossa principal preocupação, oferecendo um nível de serviço que sempre supera as expectativas; trabalhamos em parceria contínua e transparência para reconstruir a confiança dos consumidores nos mercados comerciais e de varejo para negociar ferozmente os melhores preços possíveis com os fornecedores para ajudar nossos membros a alcançar o sucesso em minimizar as despesas, contas da casa, e colocando dinheiro em seus bolsos. Finalmente, além da busca de nossas conquistas e metas, nos lembramos do ônus da humanidade e se esforçam para dar algo de volta para o infeliz e necessitados da sociedade...” Todas estas lindas palavras contrastam com a prática pouco ética de colocarem links em inglês de computadores na Austrália num blog em português. Não será anti-ético ou mesmo criminoso roubar o tempo online com comentários e links onde não tem nada a ver com o assunto?

USA e ONU são dois exemplos muito diferentes de globalização. Com o contínuo desenvolvimento de Internet e novas tecnologias torna-se cada vez mais urgente um governo, justiça, ética, moral, deontologia, civilidade e boas maneiras de comportamento online e em tudo o que tem mais consequências globais, não tem fronteiras. Mas será melhor o pragmatismo de USA ou burocracias da ONU?